domingo, 26 de abril de 2009

Emirados Árabes: Dubai vira paraíso de arquitetos e endinheirados

Dubai é um paraíso no deserto para os arquitetos. Dinheiro para projetos arrojados não falta. A cidade é quase toda um imenso canteiro de obras.

 Entrecortada por amplas avenidas, Dubai é um dos sete emirados árabes reunidos desde 1971, dois anos após a descoberta de petróleo na região. Um emirado é um Estado governado por um emir, título dos soberanos muçulmanos.

Cena insólita em Dubai mostra homens com camelos e edifícios em construção ao fundo
Com a riqueza do petróleo (previsto para esgotar nos próximos anos), os dirigentes estão fazendo do antigo e modesto posto de mercadores um imponente centro de comércio e turismo no Oriente Médio.

Construíram e financiaram a construção de edifícios e hotéis modernos, lançaram competições esportivas internacionais e criaram áreas específicas para atração de visitantes, como o centro de comércio internacional. Para turistas à procura de novas emoções, oferecem esquiar na neve ou passear nas dunas do deserto e usufruir da hospitalidade dos beduínos.

O Mall dos Emirados, com 400 lojas e perfumarias também encontradas em Londres e Paris, tem ainda o Ski Dubai em seu interior, com pistas de esqui dentro de uma gigantesca tubulação que fabrica neve ininterruptamente.
No gigantesco tubulão do Ski Dubai a temperatura está em -2 ºC, mas nas ruas e avenidas é de 40 ºC de dia e 31 ºC à noite.
A Dubailândia, destinada para lazer e entretenimento, com uma área que é o dobro da Disney World, em Orlando (EUA), estará completada dentro de dez anos. Em julho, o jornal "El País" registrou nova moda entre os multimilionários de Dubai, para quem iates e Bugattis são coisas do passado.

Esses clientes especiais podem escolher, a preços de 8 milhões a 58 milhões (R$ 20 milhões a R$ 133 milhões), 14 modelos de luxo de minissubmarinos construídos nos Emirados, com um alcance de aproximadamente 5.500 km.
No Departamento de Turismo e Marketing de Dubai dizem desconhecer uma fábrica desses iates submersíveis.

Emirados Árabes: Arranha-céu mais alto do planeta terá 162 andares

Torre Burj Dubai, nos Emirados Árabes, ainda em construção


 O futuro prédio mais alto do mundo, o Burj Dubai, previsto para ter 807,7 metros de altura, ainda está no 154º andar -de um total previsto de 162.
Além do Burj Dubai, há planos de construir outros arranha-céus. O Al Burj, que ainda não saiu das pranchetas, deverá ter 1.050 metros em 200 andares. O Pentominium, residencial, deve ser erguido até 2010, com 120 andares e 516 metros.

Esses três prédios são os destinados a superar o Taipei 101 (em Taipé, capital de Taiwan), hoje o mais alto do mundo.
Mas ainda há outras construções de porte. O Burj Al Alam, com 484 metros de altura e 108 andares, está em obras e deve ficar pronto em 2011.
A Al Habtoor Tower foi proposta com cem andares e tem conclusão prevista para 2010.
A Damac Heights, estritamente residencial, deverá ter 460 metros distribuídos em 106 andares. Não há previsão de início das obras.
Os trabalhadores das construções em sua maioria são paquistaneses e hindus, originários de regiões com temperatura similar à dos Emirados. Apesar disso, o problema da hipertermia atingiu a muitos operários no passado, o que motivou o serviço de saúde a regulamentar períodos para descanso.
Desidratação
Para prevenir a exaustão e evitar a desidratação, os operários ingerem em média de 6 a 8 litros de água durante as oito horas de trabalho diário. Também tomam bebidas quentes e evitam água gelada. O número de pessoas hospitalizadas pela alta temperatura no exercício da profissão diminuiu 70% após a introdução dos períodos de descanso regulamentados pelo Ministério do Trabalho.
A maior parte das ocorrências relacionadas à exaustão provocada pelo calor foi observada em homens entre 25 e 44 anos. Alguns apresentavam com queimaduras provocadas pelo sol e cãibras.

Emirados Árabes: Tamareiras disputam espaço com obras

Forte neblina cobre diversos edifícios de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos





Nas avenidas de Dubai é onipresente uma palmeira nativa em todas as regiões do Oriente Médio. São as tamareiras, que crescem em solo arenoso e passam muito bem em clima quente e seco. Seus frutos, as tâmaras, são muito nutritivos e brotam de seis a dez anos após o seu plantio. A tamareira pode produzi-los por até cem anos.
Além das tamareiras, as construções chamam a atenção. Por todos os lados e nas amplas avenidas que mais parecem estradas, há construções sendo iniciadas ao lado de outras recém-concluídas.

O boom das construções começou há sete anos, mas ainda hoje o número é tão grande que é freqüente o comentário de que ali está a maior concentração mundial de gruas.
Os prédios comerciais ficam na avenida Sheik Zayed, ao lado da rotatória número um. É uma das mais longas avenidas do emirado. Começa no centro da cidade, passa pela costa de Dubai e alcança a estrada para o emirado de Abu Dhabi, capital do país. Em seu percurso, a partir de rotatória número um, estão os edifícios do Dubai World Trade Center, de 39 andares, construído em 1979; do Emirates Towers e do Centro Financeiro Internacional de Dubai.
Na rotatória número quatro está o Mall of the Emirates, com pistas de esqui e, adiante, a universidade Americana e três áreas denominadas Cidade do Conhecimento, Cidade da Imprensa (onde estão TVs, jornais e rádios) e Cidade da Internet.
Poucos quilômetros à frente surgem a residência Jumeirah Praia e a marina Dubai, próximas de Madinat Jumeirah (Cidade Jumeirah), um resort de frente para o mar que reproduz a arquitetura árabe tradicional.
Em Jumeirah está também The Palm-Jumeirah (A Palmeira Jumeirah), uma ilha artificial em forma de palmeira, com prédios de apartamento e áreas de lazer. Um apartamento de 160 m2 neste eixo custa US$ 500 mil. As oito folhas de cada lado da palmeira formam terrenos para casas com frente para o mar. Há ainda projetos para a construção de outras ilhas artificiais, como a The Palm Jebel Ali e o conjunto de ilhas The World, em que cada ilha tem a forma de um país ou continente.